Escrito e dirigido por Vanja Ca Michel, o

espetáculo ainda conta com cenas que já

são conhecidas pelos fãs e que falam de

temas sempre presentes na adolescência,

como a relação com pais e professores, a

diferença entre ficar e namorar, além de

mostrar diversos outros momentos de

diversão e reflexão do universo jovem

interpretados ao vivo por 14 atores.

Também seguem na apresentação as

coreografias de Thiago Fernandes, que

animam a plateia enquanto o elenco

dança as músicas mais escutadas pela

garotada, como Pupila, de Anavitória e

Vitor Kley; Bilhetes, de Tiago Iorc; e a clássica Tempo Perdido, da banda Legião Urbana. Quem também ganhou espaço na trilha sonora do espetáculo neste ano foi Billie Eilish, cantora e compositora norte-americana que tem despontado como o novo sucesso do universo jovem e que fez história arrecadando cinco estatuetas no Grammy 2020. Com trechos dos hits Bad Guy e When the party’s over, o público vai poder conferir uma das novas cenas desta temporada de Adolescer, que questiona o consumo de bebidas alcóolicas. Desde que surgiu, em 2002, a peça já teve 46 atualizações em seu texto, mantendo um roteiro sempre atual e com o jeito dos novos adolescentes. A montagem é atualizada anualmente pela atriz, professora e pedagoga Vanja Ca Michel, que busca materiais e insights com seus alunos de teatro, em conteúdos dos youtubers mais assistidos pela galera e também em conversas com adolescentes, médicos, psicólogos, psicanalistas, docentes, pais, mães e avós. A relação dos jovens com o excesso de informações e as novas tecnologias, as difíceis tomadas de decisões, os questionamentos sobre o sentido da vida, as mudanças corporais, a alta voltagem emocional, a busca da sexualidade e o suicídio também seguem sendo temas do espetáculo que apresenta diversas cenas do cotidiano de famílias e adolescentes, sem julgamentos ou sem dizer o que é certo ou errado, mas desafiando pais e filhos a olharem para essas situações e pensarem sobre elas. E é claro que a chegada da maioridade não podia ser deixada de fora nesta nova temporada de comemoração dos 18 anos do espetáculo. Em cena, o elenco também traz reflexões sobre o que muda e o que permanece exatamente igual com a chegada da nova idade. “Uma das cenas importantes do espetáculo, que está no Adolescer desde a primeira versão do texto, é a que mostra a rejeição de um pai que não entende o estilo gótico do filho. É um dos momentos mais simbólicos da peça e que toca muito a plateia, porque o personagem representa todos os jovens incompreendidos pelas suas famílias. A figura do gótico pode ser a do filho gay, do que colocou piercing, fez tatuagem, pintou o cabelo de verde ou simplesmente a do adolescente que mudou e que tem dificuldades de se comunicar com a família”, explica Vanja. Além da estreia no Teatro AMRIGS, a peça segue fazendo apresentações mensais para escolas e ONGs que trazem suas turmas para conhecer o espetáculo. A montagem também tem sessões previstas em Igrejinha, Rio Grande e diversas outras cidades do Estado até o fim deste ano. E tem mais: agora o Adolescer também está nos livros didáticos da Coleção Teláris Artes, da Editora Ática. A peça é tema de um dos capítulos da publicação que tem sido distribuída para a rede de ensino público e particular do sexto ano em diversas escolas do Brasil.

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